quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Em 2012 não deixe de tomar um cafezinho com os amigos

Nesta última coluna do ano, repasso aos amigos uma linda mensagem, das várias que recebi dos meus amigos via e-mail neste Natal. Vale a pena ler e refletir, para entendermos como tudo em nossa vida tem valor, inclusive um simples cafezinho com os amigos.
“Um professor, durante a sua aula de filosofia, sem dizer uma palavra, pega um frasco de maionese e esvazia-o...  Tirou a maionese e o encheu com bolas de golfe. A seguir perguntou aos alunos se o frasco estava cheio. Os estudantes responderam que sim. Então o professor pega uma caixa cheia de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim. 
            Então... o professor pegou outra caixa, uma caixa cheia de areia e a esvaziou para dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam um unânime "Sim!". 
Em seguida o professor acrescentou 2 xícaras de café ao frasco, e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir... 
            Repararam que o professor estava sério e este, em seguida, lhes disse: ”Quero que se dêem conta que este frasco representa a vida. As bolas de golfe são as coisas mais importantes, como a família, a saúde, os amigos, tudo o que você ama de verdade. São coisas que mesmo que se perdêssemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias. As pedrinhas são as outras coisas que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc. A areia é tudo o demais,  as pequenas coisas. 'Se puséssemos primeiro a areia no frasco, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de golfe. O mesmo acontece com a vida. 
            Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes. Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua felicidade. Brinque ensinando os seus filhos,  arranje tempo para ir ao medico, namore e vá com a sua/seu namorado(a)/marido/mulher jantar fora. Dedique algumas horas para uma boa conversa com seus amigos. Realmente os valorize  Pratique o seu esporte ou hobbie favorito. Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro... Ocupe-se sempre das bolas de golfe primeiro, que representam as coisas que realmente importam na sua vida. Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia...” 
Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café. O professor sorriu e disse:"...o café é só para vos demonstrar que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um café com aqueles que são importantes na nossa vida".
A partir desta semana estarei publicando minhas colunas também no blog “Mampituba em Foco”, o endereço é www.mampitubaemfoco.blogspot.com. Lá além de encontrar as colunas anteriores, o amigo leitor pode comentar, elogiar, concordar ou discordar com o tema abordado em foco. E para todos que semanalmente me acompanham neste espaço, um Feliz Natal e um ano de 2012 repleto de felicidades.

Coluan publicada na edição do dia 23 de dezembro de 2011

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Fogo amigo

Não pretendo de forma alguma usar este espaço para levantar questões políticas ou partidárias, principalmente por estarmos nos aproximando de mais um ano eleitoral. Mas os acontecimentos da última semana na Câmara de Vereadores, que têm sido o principal assunto nos bate-papos pelo município me levaram a escrever algumas linhas sobre este tema que pegou a todos, ou “quase todos” de surpresa.
Quando o PTB passou a ocupar secretarias no governo e o vereador César (Presidente da Câmara em 2011) votou a favor da administração em alguns projetos estratégicos para o Prefeito Pedrão, uma dúvida permanecia na cabeça de todos aqui em Mampituba. Ele (César) iria cumprir o acordo firmado no início de 2009 pela então bancada de oposição e eleger Astengo para presidente do Legislativo Municipal  em 2012? Ou romperia o trato e abriria o voto a favor de alguém do PT ou do PMDB?
Pois caro leitor, para a surpresa de todos uma manobra política nunca vista antes no município fez com que o voto do Vereador César ficasse  tão insignificante que ninguém no município nem lembra mais em quem ele votou na última segunda-feira. Aconteceu que César cumpriu o acordo e abriu voto a favor de Astengo, mas um fato novo fez com que o sonho de Astengo chegar a presidência no ano da eleição municipal se desmoronasse graças ao chamado “fogo amigo” de outro vereador tucano, José Dirceu. Pois este, que já havia sido presidente da Casa em 2009, na última hora apresentou uma chapa formada pelo seu nome e dos governistas Paulinho, Pedro Roldão e Ernani, que juntamente com o voto do vereador Ricardo, garantiram a sua vitória e provocou muito desconforto na base oposicionista da câmara principalmente dentro do PSDB.
Com a nova realidade política, muitas perguntas estão sem resposta neste fim de ano em Mampituba. 1) A vitória de José Dirceu mostra que existe um racha interno dentro da oposição. E de que tamanho é este racha? E Até que ponto essa eleição poderá interferir na escolhas dos candidatos para o ano que vem? 2) Como José Dirceu vai se comportar na função de presidente tendo como colegas de Mesa somente vereadores da situação? Terá ele um comportamento flexível ou rigoroso na condução dos trabalhos? 3) Com esta articulação José Dirceu sai fortalecido ou perderá força para ser o possível candidato da oposição em 2012? 4) Com este impasse dentro do PSDB, o PP poderá tomar a frente da oposição? 5) O PT e o PMDB fizeram bem em abrir mão de montar uma chapa pura para a eleição dando a presidência de mão beijada para o PSDB? Ou deveriam insistir na tentativa de convencer César a votar em algum edil da situação?

A verdade é que estamos cercados de várias incertezas diante desta nova conjuntura política, e ninguém sabe ao certo os caminhos que serão trilhados no próximo ano. E como em política tudo pode acontecer, quem sabe não teremos ainda outras surpresas nos próximos meses?
Quem viver verá!

Coluna publicada em 16/12/2011

Uma história que começou há 568 anos

Depois de relatar aqui na semana passada um pouco da história da Família Brocca, esta semana vou contar aqui a história de outra família muito conhecida aqui em Mampituba, a história da minha família: “A Família Réus”, ou “Roiz”, como também é definida em “flamengo”, denominação dada aos habitantes da região de Flandres.
Até o ano de 1443 (57 anos antes do descobrimento do Brasil) os Réus habitavam na grande maioria a região de Flandres, norte da Bélgica, porém a partir desta data, alguns “Réus” vieram a ocupar a ilha do Faial no arquipélago dos Açores, onde permaneceram até o ano de 1748, época em que o conjunto de ilhas portuguesas sofreu muito com terremotos e erupções vulcânicas, motivos que incentivaram a muitos a buscarem um recomeço aqui no Brasil, que neste período era uma colônia portuguesa. 
Para instalarem a grande demanda de açorianos em nosso país, a Coroa Portuguesa criou em nosso território as chamadas sesmarias. Todos os Réus que viviam no arquipélago dos Açores acabaram se mudando para o Brasil neste período, sendo que vários receberam sesmarias, principalmente na região catarinense de Laguna como por exemplo: Manoel Roiz D’Araujo em 1753; Coronel Manoel Coelho Roiz em 1815 e  José Roiz Pereira em 1816.
Nos últimos anos do século XVIII, constam registros da Família Réus em Içara, onde Manoel José Réus possuía uma sesmaria de 4.000 braças de largura com 04 léguas de altura (equivalente hoje a 23.232 hectares).   Três filhos de José (Florentino José Réus, Joaquim José Réus e Manoel José Réus) continuaram habitando a região carbonífera, onde os Réus continuam instalados até os dias de hoje.
Joaquim José Réus casou com Zélia Silveira e teve 10 filhos: Florentino, Balduíno, Eleotero, Ângelo, Patrício, Lameu, José, Alexandrina, Joaquina e Eugênia.
Por volta de 1880, os três irmãos habitaram a localidade de Sanga Funda (Litoral Içarense), onde sues filhos cresceram e por lá também constituíram família. Patrício Joaquim Réus, casou-se com Maria Zélia de Jesus de onde nasceram 08 filhos: Bento, Zélia, Joaquim, Aníbal, Tonica, Balduíno, Aniceto e Manoel. Na década de 40, Patrício migrou de Içara para a região de Rio de Dentro, hoje Mampituba, onde seus descendentes (entre eles eu) habitam até hoje.
O mais velho dos filhos de Patrício é Bento Patrício Réus, meu avô, que ontem dia 08/dez, completou 90 anos de vida, e diga-se 90 anos bem vividos, nove décadas inteiras dedicadas a família ao trabalho, à comunidade e à sociedade.
Meu avô sempre foi um homem trabalhador, honesto, religioso e coerente na defesa de suas idéias, um exemplo de vida a todos que o conhecem. É muito bom poder comemorar com ele seu aniversário de 90 anos, ainda mais ao vê-lo com saúde e com uma lucidez de dar inveja há muitos jovens. Ele é uma prova viva de que a velhice não está na certidão de nascimento e sim na cabeça. Por isso todos nós, seus descendentes, temos muito orgulho dele e de seu exemplo de vida.

Coluna publicada em 09/12/2011

Uma história a bordo do navio “RIVADAVIA”

Recentemente escrevi nesta coluna sobre o 1º Encontro da Família Pereira que aconteceu em Mampituba no mês de outubro. Procurei naquela oportunidade salientar a importância dos encontros familiares, momentos raros em que os parentes reservam para se encontrar, recordar o passado e reatar laços que muitas vezes parecem estar prestes e se desprender pela correria do mundo moderno.
Esta semana encontrei um amigo pela internet que está procurando resgatar as origens de sua família e até está disposto a realizar um grande encontro de seus parentes em março do ano que vem em Torres. Estou me referindo ao grande amigo Alcinei Brocca, filho do saudoso Inê Brocca, neto do grande líder do século passado, Olívio Brocca, que entre outras virtudes foi um grande empreendedor para a época. Em 1948 Olívio Brocca fundou a empresa Mampituba, que fazia a Linha Seca até Torres (a linha recebia este nome porque só nos dias de sol era possível realizar a viagem), onde o motorista era seu filho Inê, pai de Alcinei.
Olívio, que tinha onze irmãos, era filho de Miguel, que por sua vez era filho de Luigi Brocca, um italiano que chegou ao Brasil, mais precisamente no porto de Laguna/SC, no ano de 1876. Luigi era o único Brocca na lista de ocupantes do navio chamado “RIVADAVIA”,  que transportava imigrantes italianos para a nova terra. Luigi deixou na Itália, na região próxima a cidade de Cremona, seus familiares e veio começar uma nova vida no Brasil, assim como vários outros “Broccas” que hoje habitam vários países da América Latina, e que aos poucos estão sendo encontrados pelo incansável Alcinei, que certamente vai conseguir reunir um grande número de descendentes cremonenses neste encontro que deverá entrar para a história da região.
Na década de 20, Miguel juntamente com os irmãos João e Daniel, veio para a região que hoje é chamada de Vila Brocca, e ali ajudaram a erguer uma das comunidades mais prósperas da época, até farmácia tinha na localidade no início da década de 70. Mas o destino de todos mudou drasticamente no dia 24 de março de 1974, quando a comunidade ficou praticamente destruída, com mais de 20 mortes, e pelo que sei, curiosamente, apesar de ser numerosa, nenhum membro da família que deu o nome a comunidade faleceu naquela desgraça.
Após a enchente, muitos foram obrigados a deixar Vila Brocca e reconstruírem suas vidas noutros locais. Grande parte foram morar em Torres, e muitos inclusive, se tornaram lideranças conhecidas na sociedade torrense, principalmente na política, até porque se tem uma família pra gostar de política em nossa região, é a família Brocca. Gostam de política porque são pessoas extrovertidas, que tem iniciativa própria, gostam de defender suas teses e opiniões junto a sociedade. E assim, como há mais de 150 anos Luigi teve coragem de recomeçar uma nova vida noutro continente, da mesma forma que em 1948 Olívio, sentiu a necessidade da população e criou a Empresa Mampituba, hoje não são poucos os “Broccas” que continuam a fazer história, história que continuará nas mãos das futuras gerações, nos filhos, netos, bisnetos, do Alcinei e de outros, que com certeza haverão de manter viva a história desta família “cremonesa”.

Coluna Publicada em 03/12/2011

Que país é esse?

“Nas favelas, no Senado
 Sujeira pra todo lado
 Ninguém respeita a Constituição
 Mas todos acreditam no futuro da nação
 Que país é esse?”

A estrofe acima, do poeta Renato Russo, nem parece que já foi escrita há 24 anos, e pelo que vimos pouca coisa mudou nesse país em quase um quarto de século. Embora tenhamos alcançado alguns avanços consideráveis na área econômica, onde passamos a ser chamados de "País Emergente”, pois  quem diria, já temos dinheiro em caixa até para emprestar ao FMI.
Mas se aumentou o poder de compra da população, infelizmente não se consegue apresentar o mesmo crescimento na área social, principalmente no que se refere a saúde e educação.
Voltando ao ano de 1987 no auge do sucesso da Banda Legião Urbana, eu cursava a 8ª série na Escola Estadual Nossa Sra. Glória da Pirataba e uma greve de 96 dias (a maior já feita pelo CEPERS) quase comprometeu o ano letivo, que ficou muito bagunçado pelo acúmulo de dias letivos atrasados, que acabaram sendo recuperados aos sábados, em algumas tardes e acabamos tendo que entrar o mês de dezembro a dentro para concluirmos o ano.
Nós gaúchos (ou pelo menos alguns) dizemos orgulhosamente que somos o estado mais politizado do Brasil. Mas será que isso é mesmo verdade? E se for verdade, coitado dos outros. Pois um estado, onde o Governo em mais de 30 anos nunca conseguiu falar a mesma linguagem do professorado, não pode ser considerado como politizado, pelo contrário, está muito longe disso.
Na época da greve em 1987, eu tinha apenas 14 anos, mas ainda lembro dos prejuízos causados por aquela paralisação. Hoje, são meus filhos (que não são alunos da rede estadual), que estão chegando nesta idade, e me entristece saber que 24 anos depois, ainda não foi possível um diálogo concreto entre governo e  professores, onde a greve ainda é a principal arma de uma classe para reivindicar seus direitos.
Falando como ex- aluno e como pai, não sou contra as greves, apenas lamento que o tema educação seja encaminhado dessa forma, onde as conquistas venham somente através de paralisações, onde as principais vítimas são sempre os alunos.
Se somos de fato um estado politizado, porque não realizar um grande debate estadual, onde governo, professores, pais e alunos, discutam o futuro da educação, levando em conta a situação financeira do estado, os direitos trabalhistas dos professores (inclui-se aí o piso salarial) e a qualidade da educação que nossos filhos receberão no futuro, como por exemplo a reestruturação do ensino médio, uma revolução prevista para iniciar em 2012 que a grande maioria dos pais e alunos nem sabem direito o que é.
Mas essa tem que ser uma discussão séria, com olhares a médio e longo prazo, numa pauta sem promessas, constituída apenas de metas a serem atingidas. Num projeto que ultrapasse inclusive as próximas eleições estaduais, porque educação está muito acima de qualquer governo, de qualquer partido (até porque todos já foram governo e nenhum conseguiu resolver de fato o problema), onde cada um tenha responsabilidade e assuma a sua parte. Caso contrário nada mudará: a greve continuará sendo a principal arma do CEPERS, os discursos e contradições dos governos continuarão os mesmos, e quem sabe, daqui 24 anos, serão meus netos que estarão perguntando: "Que país é esse?"

 Coluna publicada em 25/11/2011

O vício de comer fogo

Quando meu filho tinha apenas três anos de idade, ele deparou-se pela primeira vez com um fumante tragando suavemente um cigarro bem a sua frente. A cena causou um espanto tão grande no menino que instantaneamente ele lascou uma frase memorável que jamais esquecerei sobre este comportamento humano: “Ué? Comendo fogo?” E daquele dia para cá sempre me pergunto: Porque as pessoas insistem em “comer fogo”? Mesmo sabendo dos males que o cigarro faz a saúde, sem contar o custo financeiro deste vício, que movimenta bilhões de dólares em nosso planeta.
No Brasil todos os anos, morrem 200 mil pessoas por causa do vício de “comer fogo”. O cigarro mata mais sozinho, que a soma de todas as mortes causadas por AIDS, acidentes de trânsito, suicídios e também pelo consumo de outras drogas. No mundo são três milhões de mortes todos os anos, causadas pelo tabagismo. O tabaco possui o honroso título de ser a cultura agrícola não alimentícia mais importante do planeta. É importante lembrar que segundo o Ministério da Saúde, um cigarro possui 4.720 substâncias tóxicas, onde a nicotina é apenas uma delas.
Felizmente o hábito de fumar perdeu o glamour que tinha no passado, além de existirem menos fumantes, os que insistem em manter o vício, têm consciência do mal que o cigarro faz para sua saúde e para os que convivem próximo a fumantes, tanto que nas últimas décadas, o relacionamento e o convívio entre fumantes e não-fumantes melhorou consideravelmente, e isso precisa ser ressaltado.
Confesso, que não morro de amores pela Rede Globo, não assisto novelas, e nem o Jornal Nacional é o meu telejornal favorito. Mas aprovo a iniciativa do programa Fantástico, que no último domingo, em parceria com o SESC e o Instituto de Combate ao Câncer (Inca), iniciou “mais uma” campanha de combate ao tabagismo, a “Brasil Sem Cigarro”, coordenada pelo Dr. Drauzio Varella. Utilizo o termo “mais uma”, não por considerá-la ineficaz, pelo contrário, essas campanhas são super importantes, cada uma representa um passo a frente nesta luta, e se talvez elas não consigam alcançar o objetivo com os fumantes a curto prazo, com certeza muitos jovens ao verem na reportagem aquele “pulmão podre e chamuscado”, vão pensar duas vezes antes de pegarem um cigarro para fumar, e se conseguirmos neste primeiro momento, pelo menos conscientizar os jovens que ainda estão livres do vício, estas campanhas já terão valido a pena.
Embora não fumante, reconheço que não é fácil parar de fumar, mas o relato de muitos que abandonaram o vício, me permite afirmar que mesmo sendo muito difícil, abandonar o vício não é impossível. Essa atitude vai exigir muita força de vontade, um esforço enorme, que lá na frente valerá a pena, porque nada, absolutamente nada, vale mais do que a nossa saúde, e não precisa de nenhum outro motivo para provar que fumar, além de rasgar dinheiro, não leva ninguém a lugar nenhum.

Coluna publicada em 18/11/2011

O piloto e o motorista

A tramitação de um projeto de lei no Congresso Nacional que passa a tratar como crime "o ato de dirigir alcoolizado" e um capotamento incrível que aconteceu no último sábado (felizmente sem mortes) na RS 494 em Vila São Jacó, me levaram pela segunda vez a tratar neste espaço, sobre a violência no trânsito, que mata todos os anos mais de 40 mil pessoas em nosso país, onde aproximadamente 10 mil desses mortos, são vítimas de acidentes com motocicletas.
Todos sabem  e concordam que a principal causa de acontecerem tantos acidentes e mortes no trânsito em nosso país é a imprudência. Mas porque os acidentes continuam acontecendo? Onde estão as causas para tanta imprudência? E afinal,  por que tantas mortes no trânsito não servem de exemplo para que ainda estão vivos dirigirem com mais cuidado?
Eu considero uma das principais causas para tanta imprudência o excesso de auto-confiança, onde os pilotos confiam demais na sua habilidade em dirigir, se achando capazes o suficiente para que na "hora do aperto" (linguagem popular nas estradas)  com sua perícia no guidão ou no volante, evitarem o risco de acidentes se por ventura acontecerem. E esta auto-suficiência transforma o exímio piloto num motorista perigoso.
Há meus amigos, uma diferença muito grande entre ser "piloto" e ser "motorista", palavras que deveriam ser sinônimas, mas que muitas vezes andam distantes, e quando acontece isso, o "piloto" deixa de ser motorista, e situações que resultam em acidentes se  tornam mais freqüentes.
O "piloto" é perito na condução de seu veículo, sabe guiar com maestria, tem vocação para acelerar, frear," tirar fino" dos outros  quando quiser, e no caso da moto, então nem se fala, há uma infinita variedade de manobras que permite ao "piloto" expor suas habilidades. No entanto em algumas vezes, o "piloto" deixa de ser "motorista", ao não respeitar as leis e muito menos as condições que as estradas oferecem para pilotar. Por se achar auto-suficiente demais, acaba transformando seu carro numa arma, pondo em risco a sua vida, a de seus passageiros, e de muitas outras pessoas que estão na estrada. Isso sem contar quando dirige bêbado e o risco de provocar acidentes aumenta consideravelmente.
Já com o "motorista" é diferente, ele não dirige embriagado, respeita a legislação, mantém a mecânica de seu veículo em dia, e acima de tudo procura conhecer seus limites, pessoas que se cuidam e se preocupam com a vida dos outros. O verdadeiro motorista não se exibe quando pega um volante, porque sabe da responsabilidade que existe quando se guia, procurando sempre praticar a direção defensiva, evitando manobras bruscas que põem em risco a vida de muitas pessoas.
Se você se acha um bom piloto na direção, ótimo! mas faça uma análise se você está sendo um bom motorista, e como você se comporta em nossas estradas e rodovias. Se todos os "pilotos" um dia se tornarem "motoristas" de verdade, com certeza a quantidade de acidentes e mortes nas estradas reduziria consideravelmente.

Coluna publicada em 11/11/11

Mampituba no mapa da Copa do Mundo

A passagem da Secretária Estadual de Meio Ambiente Jussara Cony por Mampituba durante a IV Festa da Natureza foi marcada pela apresentação de um grande desafio, talvez um dos maiores já enfrentados pelo município em seus 15 anos de administração política. Em seu discurso durante a Abertura Oficial do evento a Secretária acenou com a possibilidade da inclusão de Mampituba no Roteiro Oficial de acesso ao Parque Nacional Aparados da Serra em Cambará do Sul, onde localiza-se o Canyon Itaimbezinho, que deverá ser um dos pontos turísticos mais visitados no país durante a Copa do Mundo. Para o turista que estiver em Porto Alegre durante a Copa, alguns roteiros turísticos serão apresentados, e entre eles estará o Itaimbezinho, que deverá ter dois acessos oficiais, ligando o parque até a capital gaúcha, cidade que receberá 5 jogos da Copa envolvendo países de vários continentes.
O primeiro acesso e com certeza o mais utilizado, deverá passar pela Serra Gaúcha em cidades como São Francisco de Paula, Canela e Gramado. A segunda alternativa entretanto seguirá pelo litoral, via BR 101 e RS 494, passando por Três Cachoeiras, Morrinhos do Sul e Mampituba, seguindo por Praia Grande e pela Serra do Faxinal até chegar em Cambará do Sul.
O amigo leitor poderá questionar se Mampituba já está preparado para receber turistas do mundo inteiro? Com certeza eu afirmo que hoje não estaria, mas considerando a evolução do município no turismo nos últimos 18 meses, eu não duvido da capacidade de nossa gente em encarar e superar tal desafio. A Cidade dos Vales e das Cascatas poderá daqui três anos ser conhecida internacionalmente, e o turismo enfim se consolidar como uma alternativa econômica real para suprir as dificuldades enfrentadas atualmente pela agricultura familiar.
Se olharmos para trás, até pouco tempo o turismo em Mampituba era algo tão distante, que nossos principais pontos turísticos eram desconhecidos até pela própria população. Agora a realidade mudou bastante, a Cascata dos Borges já virou roteiro que está sendo comercializado e a Serra do Silveirão, que na minha opinião é nosso principal atrativo, já deixou de ser um local inacessível, para em breve tornar-se um parque ecológico e começar a receber visitantes das mais diversas regiões do Brasil e do Mundo.
Falando em Serra do Silveirão, a última terça-feira foi um dia histórico para a região, onde pela primeira vez um ônibus subiu aquela serra levando visitantes. Tratava-se de servidores municipais de Mampituba que foram na grande maioria conhecer o local num momento de confraternização pelo sucesso da IV  Festa da Natureza. Isso aconteceu graças há um intenso trabalho da Administração Municipal em recuperar aquele acesso que foi aberto nos anos 70, com o único objetivo de permitir o desmatamento daquela área de onde saíram centenas de caminhões de madeiras (pinheiros) e erva-mate indiscriminadamente. Hoje os tempos são outros e novas perspectivas estão surgindo, oportunidades que não podemos desperdiçar, porque o futuro está pedindo passagem e Mampituba precisa fazer parte deste futuro.

Coluna publicada em 04/11/2011

A seleção do campeonato

Faltando apenas um jogo para encerrar a Taça Eurides Bertoti resolvi dedicar a coluna desta semana  aos que pelo menos na minha opinião brilharam na competição e que merecem ser lembrados pelo belo futebol apresentado. A seleção que apresentarei abaixo com certeza não será unanimidade, mas procura valorizar o trabalho daqueles que fizeram bonito ao longo das 35 partidas já realizadas.
Apesar de não ter conseguido levar seu time até a final para mim André do São Paulo foi o melhor goleiro da competição, não por acaso sua equipe terminou como a melhor defesa com apenas 10 gols sofridos. Nas laterais escolhi como destaque dois nomes do São Luís, Adair pela direita e Gian pela esquerda. Para a zaga destaco os nomes de Serginho do Cruz de Malta que está realizando em 2011 sua melhor temporada e Márcio do São Paulo que fez um campeonato impecável e por muito pouco não levou seu time até a decisão marcando um gol importante na semifinal contra o Cruz de Malta. 
A meia cancha desta seleção é formada por Paulinho do São Manoel, Marquinhos do São Luís e Monteiro do São Manoel. Minha seleção é muito ofensiva e contaria com Denis do Estrela do Sul, Fábio do São Manoel e Renan do Cruz de Malta. Denis pela juventude e por ter sido a principal revelação deste ano no município. Fábio pela regularidade ao longo da competição e Renan por ter sido até agora o artilheiro com 15 gols marcados e também por ter sido o craque do campeonato, pois não é qualquer um que marca 2 gols no São Manoel dentro do Rio de Dentro como ele fez no último domingo. Renan foi perfeito em toda a competição, brilhou da primeira fase até a final, apareceu nos jogos fáceis e também na hora que o time mais precisou dele. Ele fez ao lado de Ratinho uma dupla de ataque poderosíssima que já marcou 27 gols e levou o Cruz de Malta até uma final depois de 05 anos de campanhas ruins.
Para melhor técnico escolhi como destaque Marquinhos do Cruz de Malta, um exemplo de disciplina que precisa ser seguido por alguns e que merece ser ressaltado. Como melhor presidente destaco o Roque do Estrela do Sul, que soube ganhar e soube perder, sobre fichar as fichas de fora com inteligência da mesma forma como uniu os atletas da casa como há tempos não se via no time de Costãozinho. Roque teve azar em não poder contar com seus principais atletas na hora decisiva, mas por outro lado está conseguindo com sucesso prosseguir o processo de renovação de sua equipe e que em breve fará do Estrela do Sul um dos favoritos ao título pois conta hoje com atletas muito jovens ao contrário de outros clubes que estão com as mesmas caras há mais de 10 anos jogando sem conseguir renovar seus elencos.
O tabu
Cruz de Malta e São Manoel já se enfrentaram em 28 oportunidades desde 1998 pelo Municipal. Foram 11 vitórias do Cruz de Malta e 8 do São Manoel. O time da Sede marcou 55 vezes enquanto que o São Manoel marcou 48. O curioso é que esta leve vantagem cruzmaltina desaparece quando entra em campo os jogos eliminatórios, até agora as duas equipes já se enfrentaram em cinco oportunidades, duas vezes em jogos de semifinais (1999 e 2001), duas vezes em finais ( 1998 e 2005) e uma repescagem (2009), sendo que em todas o time de Rio de Dentro levou a melhor. Domingo  saberemos se o Cruz de Malta vai conseguir quebrar este tabu histórico ou se continuará sendo freguês do rival e verá mais uma vez a torcida adversária fazer a festa dentro de sua própria casa.
Coluna publicada erm 14/10/2011

Quando o extraordinário vira rotina

De repente algumas coisas em Mampituba que antes pareciam distantes, agora por fazerem parte de nossa rotina passam quase desapercebidas aos nossos olhos, mas que merecem atenção e precisam ser valorizadas. Quem não lembra da época em que a cada chuva ficávamos isolados de nosso principal acesso (Praia Grande e SC 450)? De quando os carros ficavam estacionados antes da ponte de arame e tínhamos que atravessar a divisa pela escorregadia ponte pênsil que a muitos derrubou dentro d'água nos dias de vento?  Os caminhoneiros ainda devem ter na lembrança quando tinham que transportar seus produtos até Roça da Estância e não tinha nem a ponte do Rio Pavão nem do Barro Vermelho, tendo muitas vezes que seguir pelo terrível desvio do "Baixão" (que não deixará saudade para ninguém). E asfalto?  quem diria, parece que nunca iria sair. Ter um banco aqui que atendesse a população todo dia era coisa pra daqui uns 20 anos. e no entanto ele está ali, bem pertinho da gente em pleno funcionamento.
Até mesmo  em nosso campeonato de futebol ocorreram certas mudanças que merecem ser ressaltadas. Me lembro dos vários comentários de admiração entre torcedores quando um árbitro da FGF veio apitar aqui pela primeira vez. Agora depois de outros 3 ou 4, eles nem chamam tanto a atenção do torcedor com antes,  nomes  como Ortiz e Rogério Camilo já viraram personagens comuns de nosso meio.
Quem é dirigente lembra das inúmeras confusões que se originavam com os erros nas marcações dos cartões amarelos, que aconteceram com atletas de todas as equipes, agora é simples, basta entrar no site do município que todas as informações estão lá, claras e objetivas, e se por ventura alguma anotação estiver errada, há tempo suficiente para sua devida correção com antecedência. Até reclamação na marcação dos artilheiros já aconteceu aqui por incrível que possa parecer.
Por último quero destacar as punições que estão sendo aplicadas este ano a clubes, dirigentes, atletas e torcidas pela LIFAM. Após muitos campeonatos com algumas impunidades parece que agora as coisas estão entrando nos eixos e daqui pra frente deveremos ter uma evolução ainda maior no quesito disciplina e que todos tenham a consciência da importância da participação de cada um na organização e no sucesso do campeonato.
Precisamos seguir em frente sem esquecermos de dar uma olhadinha para trás, só assim daremos a devida importância aos nossos avanços, avanços que iniciaram lá em 1997 com a implantação de nosso município e que precisam continuar, o que importa é que todos somos personagens desta evolução, e se cada um continuar fazendo a sua parte, um dia alcançaremos nosso objetivo, que é o de deixar um município mais desenvolvido para nossos filhos.
Coluna publicada em 12/08/2011

Quem será a próxima vítima?

Esta semana deixaremos o futebol de lado para tratarmos de um grave problema que atinge a todos os brasileiros: "A violência no trânsito". Não existe em nosso país uma pessoa sequer que não tenha perdido um amigo ou um parente próximo em algum acidente de transito. Esta semana mais uma morte violenta em nossas estradas chocou a população de Praia Grande e Mampituba, um homem de 55 anos morreu ao colidir sua moto  na lateral de um caminhão na SC 450 em Praia Grande/SC e como conseqüência da batida teve seu braço esquerdo arrancado e uma das pernas decepada do joelho para baixo. Mas o incrível é que uma morte assim não sensibiliza nossos motoristas que insistem em exagerar na velocidade, em misturar álcool e direção, e insistem em acreditar que "acidentes só acontecem com os outros". Isso sem contar que estão colocando em risco além de sua própria vida, também a de inocentes que dirigem com responsabilidade e mesmo assim pode ser atingidos por algum irresponsável a qualquer momento neste transito louco que mata 30 mil pessoas por ano no Brasil.
Todos nós sabemos quantos morrem por ano nas estradas, todos nós sabemos seus nomes, onde moravam, no que trabalhavam, se tinham filhos, se moravam sozinhos, etc. Nesta estatística maluca só uma coisa nós desconhecemos:  Quem será a próxima vítima? quem será o próximo a morrer pelas estradas? Quem será o destaque na próxima manchete de jornal? Ninguém para pra pensar, mas pode ser qualquer um de nós, pelas estatísticas serão mais 15 mil mortes até o final deste ano no Brasil e com certeza infelizmente algumas dessas serão por aqui, Torres, Mampituba, Praia Grande, Três Cachoeiras...
Se temos apenas uma vida, porque não cuidar dela? Para que por em risco a vida daqueles que amamos e até de pessoas que nem conhecemos. É inaceitável que em pleno ano de 2011 o ser humano seja tão irresponsável a esse ponto de não ter aprendido a respeitar a vida e que não se sensibilize com a quantidade de acidentes e de mortes que acontecem todos os dias e muitas vezes bem pertinho de nós com pessoas que nós amamos.

Coluna publicada em 17/06/2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Os dois extremos da vida

Na última semana, em menos de 48 horas, a comunidade de Mampituba viveu dois momentos completamente distintos, passando pela morte de uma pessoa querida na quinta-feira, indo até o auge da emoção e da alegria de uma festa de família que aconteceu no sábado e que será inesquecível a todos que compartilharam aquele momento.

Na quinta pela manhã Mampituba ficou estarrecida com a notícia do falecimento da simpática Marilene Constante, de apenas 47 anos, que prematuramente partiu deixando três filhos, e acima de tudo, um exemplo de vida que jamais será esquecido por todos que a conheceram. Sua dedicação aos filhos, foi algo de extraordinário e sempre enfrentando problemas de saúde na família, ela nunca desanimou, e mesmo apesar do estresse e do cansaço de tantas viagens que fez ao longo da vida, ela sempre mantinha o sorriso em seu rosto, ensinando as pessoas que nunca podemos desistir de lutar, seja qual for a adversidade.

No sábado foi a vez da alegria e da emoção do reencontro invadir a comunidade com a realização do 1º Encontro da Família Pereira, que reuniu os descendentes do Sr. Pedro Francisco Pereira. Aproximadamente 150 pessoas participaram do encontro, e mais importante do que participar, viveram aquele momento com intensidade. Seja enquanto assistiam um filme com fotos antigas, ou nos momentos das homenagens e confraternização. Um gesto simples mas de um valor sentimental imensurável que ficará para sempre na memória daquela família.

A passagem desses dois acontecimentos (quase que simultâneos) nos levam a uma reflexão do que somos, do que vivemos, para onde vamos e principalmente, de que forma devemos encarar a vida, superando os momentos difíceis quando acontecerem, e ao mesmo tempo,  aproveitando ao máximo os momentos de lazer que temos junto com as pessoas a quem amamos.

Jesus em suas pregações comparava a morte com a chegada de um ladrão, e como a gente nunca sabe quando ele vai chegar, precisamos estar sempre preparados para este momento, que em se tratando de morte é inevitável.  Mas o importante com certeza, não é estar preparado para a morte, e sim, preparados para aproveitar a vida a cada momento. Se não sabemos quanto tempo ficaremos por aqui, pelo menos temos a obrigação de saber viver este tempo intensamente, e nada mais importante que dedicarmos parte desse tempo aos nossos amigos e familiares.

Quem de nós não possui um conhecido que há tempos estamos pensando em fazer uma visitinha, de relembrar histórias do passado, seja através de causos, ou mesmo revirando fotografias antigas. Lembrar de como nos vestíamos, de como eram nossas casas, e até quem sabe darmos boas gargalhadas com nosso corte de cabelo ou de nosso corpo atlético que fingimos desconhecer porque perdemos ao longo do tempo. Por isso não perca tempo, dedique-se mais a seus amigos e sua família, viva por eles assim como viveu a Marilene, e não se canse de brindar a vida sempre que houver oportunidade, como fez a Família Pereira. Só assim, teremos no futuro, a certeza de que nossa passagem por esta vida não aconteceu em vão.

Coluna publicada em 28/10/2011

A emoção vai recomeçar

Dia 11 de junho São Luís e Florestal abrem no Estádio Afonso Bedinot (Sede) mais um campeonato em Mampituba. Será a 15ª edição de um dos melhores (senão o melhor) da região, que este ano será chamado de “Taça Eurides Bertoti” prestando uma justa homenagem a este desportista que fez história dirigindo o São Paulo de Roça da Estância, quando em 1987 tornou-se o primeiro Campeão Municipal de Torres da região que posteriormente veio a formar o município de Mampituba.

Equilíbrio Total: Em apenas 14 edições “todos” os oito clubes participantes já conquistaram pelo menos uma vez o título em Mampituba: São Manoel (1998, 1999 e 2005), São Paulo (1997 e 2007), Cruzeiro (2001 e 2003), Florestal (2002 e 2008), Cruz de Malta (2000 e 2004), Estrela do Sul (2006), Santanense (2009) e São Luís (2010). Outra curiosidade é de que sete clubes possuem estádio próprio e o São Luís, único clube sem campo já tem sua área de terra adquirida para que em 2012 já realize seus jogos em sua própria casa.

O time a ser batido: Ninguém em Mampituba revelou tantos jogadores nos últimos anos como o São Luís de Alto Rio de Dentro, que depois de várias tentativas  frustradas de conquistar o primeiro caneco, onde a torcida via o time disparar na primeira fase e acabar decepcionando na semifinal, em 2010 a conquista inédita sobre o Florestal dentro de Vila São Jacó colocou o clube em um novo patamar, transformando o time de Rudinho, Cheu e cia, numa espécie de azarão até no ano passado para se tornar a equipe a ser batida neste ano.

Campeonato na Internet: Numa iniciativa pioneira, atletas, dirigentes e torcedores em 2010 acompanharam todas as informações do campeonato de Mampituba pela internet através do site da Prefeitura, onde estavam ao alcance de todos a tabela, classificação, relação de cartões, artilheiros, cópia do regulamento, notícias e até um link do youtube com lances dos jogos decisivos.

Coluna publicada em 04/06/2011