Ele atormenta a humanidade faz bastante tempo. Há séculos o homem tenta desvendá-lo e principalmente dominá-lo, mas infelizmente esse objetivo ainda não foi alcançado e sequer há indícios que essa meta será atingida em nossa geração. Estou falando do “vício”, esse hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem. O vício se manifesta no ser humano de várias formas: uns são viciados em comer, outros em jogar, alguns ficam horas em frente ao computador e há também os compulsivos em comprar, que adquirem o que podem e o que não podem pagar. Mas sem dúvida, os piores vícios são os que estão ligados a dependência, como os fumantes, os alcoólatras e os usuários de drogas. Os especialistas não gostam muito de usar a palavra "vício" preferem falar em dependentes químicos ou vítimas de comportamentos compulsivos, mas a verdade é que independentemente da forma como são chamados, a legião de viciados cresce sem parar e chama a atenção dos especialistas, dos governos e da sociedade em geral, que ainda não sabe muito bem como tratar destas pessoas e o que fazer para ajudá-las a voltar a controlar suas vidas.
Considero o consumo de drogas um dos principais problemas da sociedade moderna. Ao consumir qualquer tipo de entorpecente, o usuário em primeiro lugar além de estar prejudicando seriamente sua própria saúde, estará ainda alimentando o tráfico de drogas, que tem causando tantas mortes e levando tantas as famílias a desgraça em nosso país. Diretamente ou indiretamente, quem consome drogas ilícitas está sendo cúmplice do crime organizado, organização que tem tirado a vida de tanta gente que na ânsia de ganhar dinheiro fácil, acabam se enrolando com esta gente e mais cedo ou mais tarde, pagam suas dívidas com a própria vida.
Como citei aqui na semana passada, as drogas chegaram pra valer em nosso inteiror. Elas estão sendo vendidas e consumidas em todas as comunidades. Alguns de nossos amigos já estão começando a ter a vida enrolada com o crime organizado e os primeiros casos de jovens dependentes químicos, começam a aparecer, levando muitas pessoas ao sofrimento numa luta incansável contra este mal. Aliás como sempre, nessas horas, acaba estourando na família, e os amigos, que na verdade não passam de aproveitadores, desaparecem. Porque amigo de verdade, não oferece droga para outro amigo, da mesma forma como muitos traficantes não usam drogas e procuram sempre manter seus filhos longe do vício.
Mas o que leva uma pessoa a usar os narcóticos? Na minha humilde opinião, de quem conhece usuários há mais de 20 anos, o principal motivo que leva um jovem a experimentar qualquer droga pela primeira vez é a sua própria curiosidade e nada mais. Problemas familiares associados a carência afetiva, contribuem para o problema, mas sem dúvida, o prazer pelo proibido, tão comum na juventude, ainda é o principal motivador ao consumo de drogas. Por mais que o tema seja discutido na mídia (Ex. Campanha Crack Nem Pensar), por mais que iniciativas governamentais sejam realizadas (Ex. PROERD), por mais que as Igrejas e a sociedade organizada em geral, levantem a bandeira contra as drogas, o consumo não para de aumentar entre os jovens, todas as ações parecem ineficazes, diante deste problema que assusta e muito a sociedade atual. Na próxima semana voltarei a escrever sobre as drogas, principalmente sobre a importância da família na luta para frear o crescimento do consumo de alucinógenos entre nossos moços e moças.
Coluna publicada em 27 de janeiro de 2012
Coluna publicada em 27 de janeiro de 2012
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