Assim como já aconteceu em 2010 com a Taça Eurides Bertoti, a homenagem deste ano ao desportista Inácio Ribeiro, que por muitos anos esteve a frente do time do Rio de Dentro, é mais do que merecida. Parabéns à diretoria do São Manoel pela lembrança ao trabalho realizado pelo Seu Inácio, diante de tantos outros que poderiam e também mereceriam esse reconhecimento.
Fichários
Sem as correrias que alguns dirigentes faziam anos atrás, na hora de fichar alguns jogadores de fora, foram entregues aos clubes esta semana, os fichários para a Taça Inácio Ribeiro, que deverá começar em 31 de março na sede de Mampituba.
Mais uma vez a competição terá três fichas de fora por equipe, o que na minha opinião, é a melhor alternativa para que nosso campeonato, tenha um nível técnico razoável, sem comprometer as finanças de nossos clubes.
Alguns dirigentes defendem a idéia do retorno das competições somente com atletas da casa, com a justificativa de que as fichas de fora encarecem o campeonato. Embora respeite este ponto de vista, eu não concordo com esta tese, pois na minha opinião quem encarece a competição são os próprios dirigentes, que de maneira quase que irresponsável, acabam pagando valores exorbitantes aos jogadores, que muitas vezes não são merecedores daquilo que recebem para jogar. O custo-benefício de muitos é elevado, tornando a competição deficitária para a maioria de nossos clubes. Vale lembrar que são os dirigentes e não os atletas, que proporcionam a origem dos chamados "leilões", apresentando propostas elevadíssimas, fora da realidade financeira de nossas comunidades.
Nos primeiros anos do Municipal de Mampituba, se fichava grandes jogadores a custo de 20, no máximo 30 pagantes por jogo, e olha que foi justamente nesta época em que nosso campeonato atingiu seu auge em técnica e emoção. Hoje o custo por partida de um jogador de nível mediano, não baixa de 50, 70, 80 ingressos. Ou seja, hoje precisa-se de muito mais torcedores nos jogos para bancar a mesma despesa que se tinha a uma década atrás.
Sugiro que cada diretoria, haja com responsabilidade e estabeleça um “teto financeiro” para as fichas de fora, diante da realidade de cada clube, levando-se em conta, a arrecadação e o custo por partida que a equipe terá pelo menos na primeira fase. Tenho certeza, que em 2 ou 3 anos, quem hoje pede duzentos reais por jogo, em breve estará assinando o fichário pedindo menos da metade disso, o que seria o mais justo, considerando a nossa realidade.
Coluna publicada em 02 de março de 2012
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